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domingo, 23 de setembro de 2007

Tecnologia móvel e suas gerações


A tecnologia móvel foi evoluindo e com ela os aparelhos celulares. Passaram várias gerações até se chegar ao atual patamar. A primeira geração (1G) (a analógica, desenvolvida no início dos anos 80), com os sistemas NMT e AMPS; na segunda geração (2G) (digital, desenvolvida no final dos anos 80 e início dos anos 90) usando os sistemas GSM, CDMA e TDMA; A segunda geração e meia (2,5G) - uma evolução à 2G (com melhorias significativas em capacidade de transmissão de dados e na adoção da tecnologia de pacotes e não mais comutação de circuitos) utiliza uma tecnologia superior ao GPRS, o EDGE, utiliza também o padrão HSCSD e 1XRTT; A terceira geração (3G) (digital, com mais recursos, em desenvolvimento desde o final dos anos 90), UMTS e W-CDMA. Atualmente, as maiorias dos aparelhos de celular são da tecnologia 2.5G. Já existem aparelhos que operam na tecnologia 3G, como é o caso de alguns aparelhos da operadora Vivo (atualmente a única a já adotar a tecnologia 3G). Cada operadora, apesar de adotar mais de uma tecnologia, adota somente uma como a principal.
Vejamos algumas operadoras e suas tecnologias:


  • Tim: Usa tecnologia GSM (pioneira no uso do padrão GSM) ou TDMA.

  • Oi: Usa tecnologia GSM.

  • Claro: Usa tecnologia TDMA e GSM(a principal).

  • Vivo: Usa tecnologia CDMA e GSM, oferecendo alguns serviços CDMA EV-DO(3G).

  • Brasil Telecom: Usa tecnologia GSM, porém atua somente em alguns estados.


AMPS

  • AMPS (do inglês Advanced Mobile Phone System) foi a primeira geração de sistemas celulares, formada por sistemas analógicos;

  • Estabeleceu a estrutura e funcionalidades básicas associadas a estes sistemas, como roaming e handover entre células.


TDMA

  • É um sistema de celular digital que funciona dividindo um canal de frequência em até seis intervalos de tempo distintos. Cada usuário ocupa um espaço de tempo específico na transmissão, o que impede problemas de interferência;

  • Velocidades baixas de transmissão;


CDMA

  • É utilizado tanto para a telefonia celular quanto para o rastreamento via satélite (GPS) e usa os prefixos tecnológicos como o IS-95 da 1º geração(1G) e o tão popular IS-2000 da 3º geração(3G);

  • Há um risco de clonagem quando há a mudança do digital para o analógico;

  • É um método de acesso múltiplo que não se divide acima do canal pelo tempo (como no TDMA), ou freqüência (como no FDMA), mas codifica dados com um código especial associado com cada canal e usa as propriedades construtivas de interferência dos códigos especiais para executar a multiplexagem;


GSM


  • A principal vantagem é que o GSM é um padrão mundial;

  • Os sinais e o canal de voz são digitais;

  • Padrão aberto desenvolvido pela 3GPP;

  • Sistema de celular de segunda geração;

  • Já nasceu digital, evitando assim o risco de clonagem ao trocar de formato digital para analógico;

  • A troca de mensagens de texto(SMS) foi originalmente desenvolvida para o GSM;

  • A principal desvantagem é que o sistema GSM é baseado na rede TDMA, que é considerada menos avançada que a concorrente CDMA;

  • Serviços a custos baixos;

  • Implantou o GPRS , que é é uma tecnologia que aumenta as taxas de transferência de dados nas redes GSM existentes.



3G - A 3ª Geração de Celulares



O termo 3G é usado para designar a 3ª Geração de celulares. Os celulares 3G combinam Internet móvel de alta velocidade com serviços baseados em IP(Internet Protocol). Usam tecnologias como a CDMA2000, UMTS (W-CDMA) e EDGE. A terceira geração baseada no padrão WCDMA, com acesso HSPA, vem evoluindo a partir de 2005 e já funciona comercialmente na Europa (Itália, Espanha, Alemanha, Inglaterra, França), nos Estados Unidos, Austrália e no Japão, primeiro país a implementar a tecnologia nacionalmente no qual mais de 80% dos celulares em circulação já são 3G. Já estão desenvolvendo a próxima geração, chamada de 4G, que serão os celulares com conversação com vídeo, TV Digital com conteúdo de alta definição e a Mobile TV(que já está sendo usada em aparelhos 3,5G, como o Samsung Z 560).


Nextel

A tecnologia que a Nextel Communications, bem como o afiliado, NII, usa é a iDEN® (integrated Digital Enhanced Network), desenvolvida pela Motorola®, que proporciona som e qualidade de transmissão superiores através de métodos de transmissão state-of-art baseado em pacotes. Esta tecnologia oferece comunicação de voz de alta qualidade, privacidade superior para proteger chamadas de serem escutadas por outros e um sistema de tecnologia avançado para proteger números de serem clonados.


Nas Américas do Norte e do Sul, Nextel Communications, através da o afiliado NII e seus parceiros locais, distribui a tecnologia iDEN®, nas principais cidades da Argentina, Brasil, Chile, México, Peru e E.U.A. Na Ásia e Europa, o protocolo GSM Digital (Global Systems for Communications) é a tecnologia onipresente. A solução que a Nextel proporciona para cobertura de ambas tecnologias iDEN® e GSM é o aparelho i2000plusTM. Este aparelho possibilita Nextel Worldwide em 48 países ao redor do mundo em ambas as redes iDEN® e GSM.



Além do serviço de telefonia móvel, a Nextel possui uma peculiaridade que é a tecnologia de comunicação via rádio, semelhante à usada em walkie-talkies(e nos demais aparelhos “Push to Talk”) . A comunicação é do tipo half-duplex, ou seja, ela possibilita que dois dispositivos se comuniquem entre si, um de cada vez. Em aparelhos half-duplex a comunicação é bidirecional, mas não simultânea, onde sempre um fala e o outro escuta e através de um botão (por isso o nome “Push to Talk”) ocorre a mudança do modo de receptor para transmissor e vice-versa. Por isso não tem como os dois aparelhos transmitirem ao mesmo tempo (como na comunicação full-duplex usada em celulares). Para se comunicar com outro usuário Nextel basta digitar o ID do usuário e apertar o botão para a comunicação via rádio. Nos planos oferecidos pela operadora, geralmente, a comunicação via rádio é ilimitada, e o serviço de telefonia móvel é cobrado por minutos de uso. A Nextel é uma empresa que atua principalmente no ramo corporativo, porém ela também possui planos de assinatura para uso doméstico.


Para maiores informações...

Fontes:


http://www.teleco.com.br/tecnocel.asp
http://pt.wikipedia.org/wiki/Telefone_celular

terça-feira, 17 de julho de 2007

Pedra, e-paper e tesoura!

Desde os primórdios que o homem tem a necessidade de se comunicar, e essa comunicação pode ser feita de várias formas. No início se usava a pedra e algum tipo de substrato para fazer seus primeiros desenhos. Com o passar dos tempos, houve uma evolução e passou-se a escrever em vários tipos materiais chegando-se até o papel de celulose.

Depois do computador como grande ameaça ao fim do papel, surge uma outra. Porém ao contrário do computador (que somente contribuiu para o aumento da produção de papel), esta nova ameaça promete substituir diversos usos do papel. O e-paper (Eletronic Paper) consiste em uma “folha de papel” com o conteúdo que pode ser atualizado e modificado, dispensando outras folhas, pois ele sempre “recicla” a mesma. A maneira para essa atualização do conteúdo exibido pode ser através de dispositivos eletrônicos, podendo ser até mesmo por USB e também já está sendo estudada a atualização do conteúdo usando wireless.

O projeto do e-paper começou desde a década de 70 e diversos tipos de displays já foram criados. Todos seguindo uma linha parecida, onde esferas magnéticas minúsculas são diluídas em algum tipo de óleo ou líquido e através de folhas de eletrodos transparentes, que envolvem o líquido, as esferas são estimuladas eletronicamente. Criando os pixels do display, brancos ou pretos dependendo da carga usada (negativo e positivo).



Porém no dia 13 de Junho a LG.Philips lançou a primeira folha a A4 colorida de e-paper. Estabelecendo assim um marco na história do papel.



O e-paper possui diversas vantagens sobre as telas LCDs e CRTs usadas em monitores, televisões, palms e e-readers. São maleáveis, onde a tela pode até mesmo ser enrolada (como este display da Polymer Vision), leves, extremamente finos, eles consomem menos energia (só utilizam energia para a troca do display) e, ao contrário das outras telas, o e-paper REFLETE a luz ao invés de emitir, causando menor agressão e mais conforto para os olhos. Outra característica marcante é que os e-paper é mais resistentes ao impacto e contusões como demonstra esse vídeo da Plastic Logic (empresa especializada em peças eletrônicas de plástico).



Em fevereiro de 2006 O jornal belga De Tijd foi o primeiro a possuir uma versão em e-paper de seu conteúdo(Veja o artigo)Diversos jornais já estão correndo para distribuir seus diários utilizando a tecnologia do e-paper. Toda essa revolução de formas de exibição de texto contribui com o meio ambiente, pois diminuiria a produção de papel assim como a poluição provocada pelo mesmo. Está certo que o papel não irá acabar apenas com a criação do e-paper (nós nos lembramos disso toda vez que vamos ao banheiro...xD), mas ajudaria com uma diminuição significativa da sua produção. Por isso paperholics podem ficar tranqüilos. O legado do papel ainda vai perdurar por bastante tempo para as suas montagens e desenhos.

E pensando mais adiante, imagine cartões de visita com seu portfólio embutido, onde as pessoas poderão através de touchscreen “navegar” por seus trabalhos. Apesar de futurístico demais, é uma possibilidade que não está tão distante assim. Por exemplo, podemos ver que a nossa realidade não está tão distante assim da exibida no filme Minority Report, que demonstra uma tecnologia extremamente avançada. O vídeo do abaixo exibe uma pessoa lendo um jornal em que ele atualiza automaticamente, à medida que novas reportagens são postadas. Um exemplo do uso do e-paper.